Só quem me leu là mais para trás é que ficará a perceber o título deste post, portanto se tiverem curiosidade de saber a relação é irem procurá-lo.
Desta vez também não consegui saber o nome e portanto aqui ficará com o nome de “a outra filipina”!
A primeira vez que a vi foi no trólei em que fizemos a visita a Kingston, estava sozinha, vestia um casaco cor de rosa, um gorro castanho, adornado com pedras coloridas, de onde saiam uns cabelos longos e finos entre o branco e um amarelo gasto. A cara acusava também o tempo com que já contava, do pulso pendia um relógio analógico preso por um cordel e com ela trazia um grande saco preto onde provavelmente estariam grande parte dos seus bens!
Durante o percurso entabulou alguma conversa com a guia, daí fiquei a saber que iria, tal como nós, no Cruzeiro do próximo dia.
E sim, no dia seguinte lá estava na fila para entrarmos. Acontece que ela tinha um bilhete que incluía almoço, nós não e assim sendo foi para o "deck" onde este se servia...nós para o que nos foi destinado!
Durante três horas não a vi… quando o Cruzeiro acabou, propositadamente fiquei à espera que saísse... continuava só! Esperei mais um pouco para tentar simular que saía com ela pensando que talvez tivesse a a possibilidade de meter conversa: “Did you enjoy the tour?” seria uma boa maneira de começar!
Com espanto meu “a outra Filipina” voltou para a fila que entretanto se formava para a nova saída do “Queen’s Island”, portanto ia repetir o que tinha/tínhamos acabado de ver!
Fiquei a pensar que solidão não era aquela que fazia com que quisesse estar rodeada de gente que três horas depois a deixariam de novo na sua solidão!
Talvez aqui faça sentido o comentário da minha filha:” Há pessoas que nunca deixam de sonhar e ser livres”!
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