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Entre cá e lá… e por aí

(uma espécie de diário não diário)

Entre cá e lá… e por aí

(uma espécie de diário não diário)

Happy Wife, Happy Life!

(O meu pai era um romântico…)

naterradosplatanos, 28.11.25

 

Um dia destes naquelas conversas que surgem e se desenrolam entre o passado e o presente  lembrei-me dos meus pais, a quem verdadeiramente  esta máxima se aplicava!

Muito da felicidade da vida deles se deveu ao meu Pai, muitas das minhas lembranças felizes a ele as devo também!

E para mostrar quanto isso foi verdade, hoje que me lembrei dele, achei que tinha de deixar aqui um episódio de ternura que me ficou na memória: Alice, trouxe-te esta flor que roubei ali no jardim!

Alice era o nome da minha mãe.

O meu pai era um romântico… muitos anos passados do seu casamento a 6 de Janeiro de 1944,  ele ainda era assim!

Esperando…

naterradosplatanos, 16.11.25

 

Esperando que a loja abrisse sentei-me no banco...  partilhei-o com dois turistas já com ar cansado apesar de ainda estarmos a meio do dia! O Rossio estava cheio de gente, uns em passo  acelerado outros, os turistas, mais lentamente vivendo o ambiente.

Os meus companheiros de banco  não  estavam certamente à espera que alguma loja abrisse já que as que frequentam estão abertas para e nos passeios! 

Não gosto desta Lisboa “fake”, “made in RPC”, mas são os tempos e quem não a quiser ver assim não vai aí fazer compras (eu já vou lá poucas vezes)! 
 Aguentei… a camisola que tinha em mente e que não tinha encontrado noutro lado, já estava escolhida numa montra da Rua dos Fanqueiros, onde a qualidade e o clássico ainda estão dentro de portas!

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E Portugal “estava” lá!

naterradosplatanos, 10.11.25

O passeio em que conhecemos a “nova Filipina” foi feito não num normal autocarro Hop-on Hop-off, mas numa espécie de troley de tempos recuados, bastante a condizer com  a Kingston dos tempos em que foi a capital do Canadá.

Fomos entrando...  a condutora, uma simpatica gorducha, encetou  conversa connosco, tal como fez com os outros três ocupantes: were are you from? From Portugal! Oh a very nice country!  Sentamo-nos e então reparámos que a guia, também ela já tinha atravessado o Atlântico, mas no sentido contrário!

A prova estava no saco que deixou cair no banco ao lado do condutor!

 

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A nova filipina

naterradosplatanos, 02.11.25

Só quem me leu là mais para trás é que ficará a perceber o título deste post, portanto se tiverem curiosidade de saber a relação é irem procurá-lo.

Desta vez também não consegui saber o nome e portanto aqui ficará com o nome de “a outra filipina”!

A primeira vez que a vi foi no trólei em que fizemos a visita a Kingston, estava sozinha, vestia um casaco cor de rosa, um gorro castanho, adornado com pedras coloridas, de onde saiam uns cabelos longos e finos entre o branco e um amarelo gasto. A cara acusava também o tempo com que já contava, do pulso pendia um relógio analógico preso por um cordel e com ela trazia um grande saco preto onde provavelmente estariam grande parte dos seus bens!
Durante o percurso entabulou alguma conversa com a guia, daí fiquei a saber que iria, tal como nós, no Cruzeiro do próximo dia.

E sim, no dia seguinte lá estava na fila para entrarmos. Acontece que ela tinha um bilhete que incluía almoço, nós não e assim sendo foi para o "deck" onde este se servia...nós para o que nos foi destinado!

Durante três horas não a vi… quando o Cruzeiro acabou, propositadamente fiquei à espera que saísse... continuava só!  Esperei mais um pouco para tentar simular que saía com ela pensando que talvez tivesse a a possibilidade de meter conversa: “Did you enjoy the tour?” seria uma boa maneira de começar!

Com espanto meu  “a outra Filipina” voltou para a fila que entretanto se formava para a nova saída do “Queen’s Island”, portanto ia repetir o que tinha/tínhamos acabado de ver!


Fiquei a pensar que solidão não era aquela que fazia com que quisesse estar rodeada de gente que três horas depois a deixariam de novo na sua solidão!

 

Talvez aqui faça sentido o comentário da minha filha:” Há pessoas que nunca deixam de sonhar e ser livres”!

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Sinto-me em casa! 🇨🇦

naterradosplatanos, 01.11.25

 

Não preciso de mapa, nem do Google Maps porque conheço o nome das ruas do quadriculado, que é a maior parte do tecido urbano de Montreal.
Conheço a Old Town, o Plateau (este como as minhas mãos ), o Mont Royal, o Outremont e o Westmont…
 
Chegamos para matar saudades, sem programa, apenas para fazer parte durante uns dias, de uma cidade que eu amo!
Diferenças? Tirando alguns arranha-céus, tudo está igual, o Boulevard St. Laurent na sua confusão de gentes e lojas do mundo (e portanto tambem as dos Portugueses), a Rue de St.Catherine com as suas obras permanentes, as suas lojas chics e “subterrâneos” resplandecentes; o rio St Laurent correndo lá ao fundo!
 
O frio já se faz sentir e esse também traz boas lembranças!
 
l LOVE YOU, CANADÁ ❤️!